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O² Expedição

Morro do Sete e Mãe Catira

Você, que já olhou para cima alguma vez em que estava subindo a serra da graciosa, já deve ter visto que algumas montanhas habitam a região - algumas delas bem pedregulhosas e paredisíacadas (paredão mesmo). A principal delas é o Morro do Sete. É, sem dúvida, a mais imponente, vista de diversos recantos por ali. A origem do nome vem de uma marca perto do cume que muito se parece com o número 7.

Apesar de toda imponência, não é o ponto mais alto da Serra da Graciosa. Quem detem esse título é o Morro Mãe Catira, com cerca de 1450m. Mas não se preocupe: se ficou interessado, vai ter que passar pelo Mãe Catira pra chegar no Sete, é caminho. Hum.. Isso quer dizer subir até 1450m e depois descer até 1350m? Isso mesmo, e esse inclusive é um dos motivos de alguns expedicionários se perderem por ali. A descida entre o Mãe Catira (cerca de 1h) e o Sete é muito íngreme, o que desacredita qualquer um que imagina estar seguindo para um "cume". Não há porque se preocupar, um pouco depois começa a subir de volta).

Ainda que belos e próximos, os dois "morros" são pouco habitados pelos seres da montanha. Por esse motivo, a trilha costuma estar sempre bem fechada. Em alguns trechos a caminhada e os caminhantes são bastante prejudicados pela altura da vegetação.

No cume do Mãe Catira há uma marca geodésica (vide foto 42) - digna da nota porque há uma certa decepção ao chegar ao "cume": o mato é bem fechado, nada convencional para um "alto da montanha". O melhor ponto de observação e parada é uns 5 minutos antes do cume (volte!). Ou, se sobrar fôlego, mais uma hora pra o cume do Sete (esse sim, com uma bela vista).

Acesso: Um pouco antes do início da descida da serra, na estrada da Graciosa, há uma placa indicando "Casa de Pedra" à direita. Alguns minutos depois encontra-se a casa onde um simpático casal de idade acolhe os visitantes. A trilha começa por ali.

CicloCrossPost

Veja outros relatos desta mesma expedição:

Dois MegaPixel

Galeria Gassner

Fabrício Souza

Transpirando.com

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Saída14/11/2009 07:15hCuritiba - Tarumã
Chegada14/11/2009 19:25hCuritiba - Tarumã
CustoR$ 7.00Compos+du lulis thiago arce fabricio gassner luiz stulzer jana liege pedro
Pedalada88.5 km4h 27'19.9 km/h
Caminhada7.5 km5h 15'1.4 km/h
Total96.0 km9h 42'9.9 km/h
ItinerárioCuritiba - Est. Alfaville - Quatro Barras - Est. D. Pedro II - Trilha do Alemão - Casa de Pedra - Morro Mãe Catira - Morro do Sete - PR410 - BR116 - Quatro Barras - Est. Alfaville - Curitiba

Morro do Sete

Esta poderia ser uma reunião de amigos, uma convenção de pedalantes ou mesmo uma confraternização de cicloturistas. E até seria, se não fosse mais do que isso: este foi um verdadeiro Desafio Interblogs. Não uma competição, mas sim um desafio de superação que reuniu aventureiros conectados no mesmo espírito: O² Expedição, Transpirando.com, Dois MegaPixel, Rafael Gassner e Fabrício Souza. Todos dispostos a correr (e pedalar) os riscos de uma atividade intensa (e tensa) de pedal com, com, com... conjugado com montanhismo e condenado a soltar as tiras de todo mundo!

No email de convocação já se via o tamanho do desafio pelo apelido - interblogs sete suicida não é exatamente um convite para passear no parque. Uma proposta de 12 horas de atividade (das 7 às 7!), pedalando até a cabeceira da estrada da Graciosa, subindo a densa e longa trilha do Morro do Sete e retornando sobre as bikes (e pedalando!). Não achou grande coisa, foi? Então interprete o gráfico abaixo e entenda melhor os riscos envolvidos...

Partimos cedo (às 7, mas já meio atrasados) em peso, tomando a estrada do Alfaville até Quatro Barras. De lá curtimos a estrada D. Pedro II, a "Velha Graciosa", que encontra-se em obras em vários trechos (parte de asfaltamento, parte de restauração). Quase no final da estrada tomamos a "Trilha do Alemão", um agradável atalho para nosso primeiro destino: a casa de pedra, na base do morro do Sete (um parágrafo inteiro sem piada? isso só pode ser uma piada...).

Já cansados, suando pacas (característica fauno-climática da região morreteana nesta estação), fomos recebidos pelos amigos que já se ambientavam na chácara que serviria de base para a caminhada. A presença feminina, com direito a uniforme do o², despertou comentários impagáveis dos pedalantes: "olha, no próximo interblogs quero uma recepção assim também", "bom, se vocês são o odois, elas são as odetes, certo?", e por aí foi...

E foi mesmo. O thi, por exemplo, foi pra casa, enquanto os demais se aprumavam para subir. Cachorradas aéreas à parte, começamos a trilha do sete bem como ela é: subida íngreme, pesada, molhada e abafada (tropical, quente e úmida são qualificações merecidas). A caminhada intensa definiu naturalmente dois grupos, ficando as meninas e seus respectivos ancorados para trás: acabaram parando no meio do caminho, no cume do Mãe Catira (ou melhor, ali por perto, já que o cume oculta a vista).

O primeiro grupo, determinado a cumprir o desafio, tomou distância e seguiu até o cume do Sete, descendo e subindo mais um bom tanto. Mesmo com o tempo fechado, algumas brechas nebulosas permitiram a visada da baía de Antonina, da estrada da Graciosa e dos morros próximos (inclusive o sete e o mãe catira, reciprocamente).

Nota de Risco: Muita lama e vegetação à altura (à altura do peito) marcaram os riscos durante toda a trilha - marcaram pernas, braços, pescoço e o rosto dos intrépidos montanhistas que por lá se arriscaram...

No retorno, uma surpresa. Outro grupo que subia nos deixou um companheiro no alto do mãe catira: um filhote que já tinha perdido o medo de altura nas mãos do Stulzer. E se não tinha perdido, azar: ainda teve que voar mais algumas vezes... Trilha abaixo, refrescamo-nos nos providenciais riachos e, já mais descansados, começamos a levantar acampamento para retomar o pedal (pormaisque não tenhamos levado barraca alguma...).

Tomamos o acesso à BR116 pela Graciosa, e tomamos um belo caldo de cana com pastel (tamanho GG) próximo ao portal. Retomamos (o caldo de cana sempre tem um chorinho...) o caminho e acabamos (realmente, estávamos acabados!) nos despedindo aos poucos, pelo caminho. Exaustos e rasgados, uma certeza todos tínhamos: no fim das contas, vencer o desafio valeu todos os riscos!

Roteiro interblogal por Du, texto, comentários e fotos por Lulis, mais fotos por Gassner(g) e Stulzer(s), parte da track GPS desafortunadamente extraída de Fabrício.

Expedição publicada em 21/11/2009

Fotos

Foto 1
sete ciclistas predispostos para o morro do sete (e mais um câmera oculto)

Foto 2
interblogs: garagem na frente, seguido de fsbricio, odois, transpirando e rgg

Foto 3
não dá pra dizer que o pessoal não estava animado com a idéia, hein?

Foto 4
parada só pra dar uma bombadinha, furo mesmo não rolou dessa vez

Foto 5
o stulzer nem transpirando estava, mas já estava tirando foto...

Foto 6
...do lulis fotógrafo de máquina nova! tipo tira a minha que eu tiro a tua, é? (s)

Foto 7
é desnecessário dizer que parar por aqui é sagrado, né?

Foto 8
o gassner tá uma alegria só, olha que sorriso angelical... pé de moleque!

Foto 9
o arce já prefere deixar de doce e comer um misto

Foto 10
já o fabrício é a prova de que cada um come o que quiser

Foto 11
ha, eu sabia que o thi ia dar uma risadinha sobre esse comentário...

Foto 12
que foi du, não entendeu? ah, não, tá comendo quietinho, é?

Foto 13
ainda no assunto, vamos falar sério, depilar as pernas é essencial, né?

Foto 14
o luiz se precaveu e decidiu seguir a trilha do alemão com segurança

Foto 15
ah, claro, florzinha! câmera nova, mas os furos são os mesmos!

Foto 16
falando em furos, cadê o pedaleiro e o cicloturista urbano no interblogs?

Foto 17
calma, gente, calma, não esquentem a cabeça, na próxima eles estão por aí (s)

Foto 18
os sem bike: jana (uma legítima odete, segundo o stulzer), liége e o pedro

Foto 19
os mais prevenidos calçam botas e botam calças para minimizar os riscos

Foto 20
riscos mesmo corriam os cachorros por perto do stulzer... segura essa!

Foto 21
olha lá, traumatizou o pequeno, não vai mais querer saber de altura...

Foto 22
olha aí, um odois e uma odete! mas já vai, thi? tá cedo!

Foto 23
detalhe para o mini mural inaugural de planilhas planejadas do thi

Foto 24
quase no meio do caminho pro sete (entre 3 e 3.5), transpirando legal (s)

Foto 25
eeepa, tem pouco cabelo e muito galho nessa foto... odete, odete!

Foto 26
foco na flor fálica fotografada figurando facinha na floresta

Foto 27
a paisagem da janela no mãe catira a libélula roubou no ar

Foto 28
sinceramente? pêlo no sovaco não tem como encarar!

Foto 29
subindo pro mãe catira com as caratuvas riscando a paisagem

Foto 30
arce, não quero te ver machucado, senão o tempo vai fechar pro teu lado! (s)

Foto 31
parte parte pro 7 e parte parte pras fotos no catira, sem grilos. ou com...

Foto 32
a beleza a flora por aqui

Foto 33
a distância entre a linda flor e a eletricidade estática é mínima

Foto 34
agora sem a libélula. acho.

Foto 35
assim sim, bem arrumadinha e pintada pra balada, né?

Foto 36
para os que não gostam de florzinha: frutinhas!

Foto 37
os seis no sete, do catira: onde está a caixa? e o wally?

Foto 38
fabricio, deu pra ver que o stulzer tem caixa atrás? (g)

Foto 39
desculpa, cara, mas todo mundo ficou de olho, viu? (g)

Foto 40
chega de sete! disse a nuvem, engolindo tudo ao redor

Foto 41
aqui no catira as coisas continuam pictográficas

Foto 42
ponto de triangulação, marco geodésico e libertas quae sera tamen

Foto 43
isso não parece mangá? ah, não, isso é flor, mangá é frutá

Foto 44
e a volta mostrava que não tinha mesmo muito como ver além de pouco (g)

Foto 45
tá meio cansado, menino? arriscou demais, foi? (g)

Foto 46
o riozinho do reencontro, de mergulhar o corpo inteiro no calor

Foto 47
olha quem está aqui: odete, gassner pé de moleque prateado e o incrível cãostronauta!

Foto 48
lá vai o stulzer: decola, menino, decola!

Foto 49
sabem que o bicho foi até o alto do mãe catira e voltou? é, o cão!

Foto 50
agora sim, esse aí é o cão! acho que vai precisar de um brevê em breve

Foto 51
freddie mercury prateado, só que sem o prateado. e sem o freddy. mas é.

Foto 52
a galera chegando da montanha no pau, recuperando as forças

Foto 53
e se refrescando da cabeça aos pés (g)

Foto 54
a famigerada casa de pedra, ponto de referência para a entrada da fazenda

Foto 55
uma linda flor com dois belos pares de pernas. passeio aracnídeo esse...

Foto 56
aaaahhhh.... caldo de cana! vamos ligar o turbooo!

Foto 57
o arce realmente se arriscou nessa expedição! de perder a cabeça!

Foto 58
é, du, também tô pensando em como ele vai explicar isso em casa...

Foto 59
alguns marrecos para animar o companheiro gassner

Foto 60
foco, gassner, vamos ter foco! marreco é o cão!

Foto 61
todos fartos e o stulzer tentando, tentando terminar o segundo pastel...

Foto 62
uma volta exaustiva: du, arce, gassner e o ciririca logo atrás

Comentaram por aí... comentar!

Antônio Carlos Heil
[21/11/2009 14:31h]
Rapaziada:desta vez, vcs. foram camaradas e nem me avisaram nada prá não entrar nesta dificuldade extremada. A presença feminina abrilhantou o visual do passeio e do site. O Dú parece que envelheceu alguns anos e o Lulis anda com a cabeça quente por quê? Só a água gelada resolve?
o² expedição
[22/11/2009 10:34h]
não se preocupe Mr. Heil, você sabe que isso foi apenas uma prévia do que lhe esperar nos próximos meses!
Rodrigo Stulzer
[21/11/2009 17:32h]
Da próxima vez eu vou jogar vocês para cima, então tratem de emagrecer! :-)
mildão
[21/11/2009 23:08h]
muito massa rapaziada,,apesar de nao ter blog, site, e nem fui convidado,, se eu fizer vcs me chamam??? :D moooove meu,, as chapas estao um melllll
o² expedição
[22/11/2009 10:33h]
enquanto você estiver sob a tutela de algum outro blog, será um convidado indireto, de total responsabilidade de seus superiores heheheheh, mexa-se, mexa-se!
Luiz
[22/11/2009 11:29h]
Muito boas as fotos. E vamos para a próxima...
Fabricio Souza
[22/11/2009 19:02h]
Fiquei extremamente cansado e exausto, imaginei que devido a minha pouca experiencia em tracking, mas lendo e vendo as fotos, fico feliz em ter chegado no fim. E Mildo, você foi convidado sim. E vamos para a próxima!
ROGÉRIO LEITE
[23/11/2009 10:04h]
Fabrício foi muito eu-femi-stico... objetos de alta inércia sempre dispendem mais energia nas subidas. E a pé, ainda tem a descida. Não tem escapatória, precisa reduzir a massa, o caldo de cana, os pastel, se pensar em pintar o sete de novo algum dia! De resto, quanta florzinha!
o² expedição
[23/11/2009 10:40h]
Deu a impressão que ao final você diria: "se não guenta, beba leite!" Mas ficaria um tanto quanto egocêntrico...
Rodrigo Stulzer
[28/11/2009 22:52h]
Sinto-me imensamente orgulho por contribuir para a história do O2, nomeando aquelas meninas prestativas e dedicadas que dão todo suporte necessário às práticas esportivas do O2. Com vocês, as ODETES!!!!!
Antônio Carlos Heil
[29/11/2009 22:48h]
Rapazes: qtas. Odete's temos no grupo? Quem são os devidamente amarrados pelo cupido?
o² expedição
[30/11/2009 22:51h]
Ah, Mr. Heil, esta estimativa é bastante questionável... Se for validar o rótulo de "Odete" pelo quesito "uniforme do o²" entram aí as namoradas, mães, irmãs, amigas e até mesmo (com todo respeito) a sua mulher! É muita Odete pra ficar amarrado pelo comprido!
Fabricio Souza
[05/12/2009 16:54h]
Percebi duas coisas: Primeiro a quantidade de piadas é proporcional a dificuldade da expedição, quanto mais dura a expedição menos piadas. igualmente a quantidade de fotos do Gassner. Segunda observação http://odois.org/fotos.php?090926&0&58, acho que já está embutido no grupo.
o² expedição
[06/12/2009 18:06h]
A palavra "dura" ficou dubiamente perfeita na frase!
stefan winters
[05/12/2009 17:23h]
Dai pessoal tranquilo? Sou grande admirador destas locuras que vocês fazem.Vocês poderiam organizar mais algumas expediçoes com os leitores .O unico pedal que fiz com vocês foi dentro da cidade. vamos cair na estrada . Abraços (quero meu adesivo em eheheh ) abraço a todos
ismael
[14/12/2009 08:49h]
Admiro muito suas aventuras, estamos iniciando no cicloturismo tbm, mas com um nível bem inferior, quem dera com trabalho e treinamento poderemos nos aproximar das suas distâncias. Suas atividades são de muito incentivo para os que estão começando. VLW
o² expedição
[15/12/2009 08:13h]
Use e abuse dos bons (e dos maus se for o caso) exemplos que deixamos por aqui para a sua entrada no cicloturismo! Seja bem vindo!
Caro leitor, sinta-se livre para comentar sobre esta expedição! Embora o O² não se responsabilize pelo conteúdo dos comentários, perceba que aqueles julgados inadequados serão enviados ao limbo eterno. Sem volta. Nem pedalando.

o² expedição · cicloturismo | 2003 · 2010 | curitiba · brasil | permitida reprodução desde que citada explicitamente a fonte: odois.org | webdesign · lulis

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